sábado, 28 de maio de 2011

O ser humano está se despersonificando (...), perdendo seu bom senso...


Será que sou eu que estou intolerante ou as pessoas estão cada vez mais selvagens?! 

Eu ando intolerante com gente estúpida!! Será que é esta exposição, essa invasão de câmeras por todos os lados em nome da segurança que fazem as pessoas se sentirem tão íntimas ao ponto de se meterem na tua vida, opinarem, criticarem, serem estúpidas, perderem a noção mesmo?! Se transformam naquela vizinha fofoqueira que sabe tudo que acontece no bairro! E o que não sabe inventa

O ser humano está se despersonificando cada vez mais, está perdendo sua essência humana, seu bom senso, o limite, a delicadeza, o respeito pelo outro

Tem gente ignorante que não sabe o limite, se tu não for firme e dizer: "Olha aqui, tu só pode vir até aqui, além, não!" Tem gente que Não se toca! Aí tu, muito delicadamente, tem que tocar pra bem longe! 

Os desocupados estão se procriando, tem um bando deles seguindo teus passos, contando quantos copos de água tu toma, falando um monte de merda ao teu respeito! 

E gente que nem sabemos que existem, mas eles sabem que tu existe, onde tu mora, qual o teu suco preferido....quantas gotas de adoçante tu coloca no café... 

É melhor termos cuidado, qualquer dia nossos pensamentos, os que queremos e os que NÃO queremos compartilhar, serão transmitidos via Web em tempo real!

Basta saber olhar...


Porque se olhares em mim verás...
Não sou tão má quanto pensas; apenas não sou tão corajosa como imaginas...
pareço forte mais no fundo sou fraca...
Fera porém sou bela
As vezes chata mais no meu íntimo há sentimentos diversos.
Pareço metida porém se olhares em meu semblante 
com seu coração verás apenas humildade... calma sempre...
Posso até parecer solitária...
é que realmente tenho poucos amigos...
a diferença é que os poucos que tenho não valem metade de um seu...
Pense nisso, depois me julgue...
Lembre-se que se me julga pela aparência...
Sou apenas o reflexo de sua ignorância."

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Canção do dia de sempre - Felicidade segundo Mário Quintana



"Tão bom viver dia a dia...
A vida assim, jamais cansa...

Viver tão só de momentos
Como estas nuvens no céu...

E só ganhar, toda a vida,
Inexperiência... esperança...

E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.

Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.

Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!

E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas..."

Ah o Amor!



Para meus amigos que estão...


SOLTEIROS: O amor é como uma borboleta. Por mais que tente pegá-la, ela fugirá. Mas quando menos esperar, ela está ali do seu lado. O amor pode te fazer feliz, mas às vezes também pode te ferir. Mas o amor será especial apenas quando você tiver o objetivo de se dar somente a um alguém que seja realmente valioso. Por isso, aproveite o tempo livre para escolher.



Para meus amigos...

NÃO SOLTEIROS: Amor não é se envolver com a “pessoa perfeita”, aquela dos nossos sonhos. Não existem príncipes nem princesas.Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos. O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser”.


Para meus amigos que gostam de...

PAQUERAR: Nunca diga "te amo" se não te interessa. Nunca fale sobre sentimentos se estes não existem. Nunca toque numa vida, se não pretende romper um coração. Nunca olhe nos olhos de alguém se não quiser vê-lo derramar em lágrimas por causa de ti. A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por você, quando você não pretende fazer o mesmo...


Para meus amigos...


CASADOS: O amor não te faz dizer "a culpa é", mas te faz dizer "me perdoe". Compreender o outro, tentar sentir a diferença, se colocar no seu lugar. Diz o ditado que um casal feliz é aquele feito de dois bons perdoadores. A verdadeira medida de compatibilidade não são os anos que passaram juntos, mas sim o quanto nesses anos, vocês foram bons um para o outro.


Para meus amigos que têm um...

CORAÇÃO PARTIDO: Um coração assim dura o tempo que você deseje que ele dure, e ele lastimará o tempo que você permitir. Um coração partido sente saudades, imagina como seria bom, mas não permita que ele chore para sempre. Permita-se rir e conhecer outros corações Aprenda a viver, aprenda a amar as pessoas com solidariedade, aprenda a fazer coisas boas, aprenda a ajudar a própria vida. A dor de um coração partido é inevitável, mas o sofrimento é opcional. E lembre-se: É melhor ver alguém que você ama feliz com outra pessoa, do que vê-la infeliz ao seu lado


Para meus amigos que são...


INOCENTES: Ela (e) se apaixonou por ti, e você não teve culpa, é verdade. Mas pense que poderia ter acontecido com você. Seja sincero, mas não seja duro; não alimente esperanças, mas não seja crítico; você não precisa ser namorado (a), mas pode descobrir que ela (e) é uma ótima pessoa, e pode vir a se tornar uma (um) grande amiga (o).


Para meus amigos que têm...

MEDO DE TERMINAR: Às vezes é duro terminar com alguém, e isso dói em você. Mas dói muito mais quando alguém rompe contigo, não é verdade?Mas o amor também dói muito quando ele não sabe o que você sente. Não engane tal pessoa, não seja grosso (a) e rude esperando que ela (e) adivinhe o que você quer. Não a (o) force terminar contigo, pois a melhor forma de ser respeitado é respeitar. E a melhor forma de respeitá-la (o) é sendo verdadeiro (a) e sincero (a). Lembre-se...O tempo passa e não volta atrás; não adianta dar murro em ponta de faca...




Pra terminar ... 

Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.... 
Um dia descobrimos que beijar uma pessoa para esquecer outra, é bobagem.Você não só não esquece a outra pessoa como pensa muito mais nela... 
Um dia descobrimos que se apaixonar é inevitável... 
Um dia percebemos que as melhores provas de amor são as mais simples... 
Um dia percebemos que o comum não nos atrai... 
Um dia saberemos que ser classificado como o "bonzinho" não é bom . . 
Um dia perceberemos que a pessoa que nunca te liga é a que mais pensa em você... 
Um dia percebemos que somos muito importante para alguém, mas não damos valor a isso... 
Um dia percebemos como aquele amigo faz falta, mas ai já é tarde demais...
Enfim... 
Um dia descobrimos que apesar de viver quase um século esse tempo todo não é suficiente para realizarmos todos os nossos sonhos, para dizer tudo o que tem que ser dito... 
O jeito é: ou nos conformamos com a falta de algumas coisas na nossa vida ou lutar para realizar todas as nossas loucuras...

Quem não compreende um olhar tampouco compreenderá uma longa explicação.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Como assim amor verdadeiro?: "O amor só existe se é de verdade, ou não é nada!". (Cínthya Verri)



"E que você suporte os meus defeitos e se sinta orgulhoso das minhas qualidades, e apesar de não ter uma beleza extrema, poder fazer com que você enxergue que gostar de alguém vai muito além de beleza física, e tentar também de algum jeito (infelizmente só tentar) fazer com que você não precise olhar em outras direções, porque seus olhos vão estar dentro dos meus. Eu quero sempre encontrar você, seja lá aonde você estiver, e que eu consiga ser a sua perfeita, mesmo sendo imperfeita."


"(...) Os grandes amores são assim mesmo, eles nos dão o caminho da emoção, mas os sentimentos de verdade são apenas nossos, ninguém copia, ninguém leva, ninguém divide..."


Tati Bernardi







Injustiça

    
— Não confie na frase de sua avó, de sua mãe, de sua irmã de que um dia encontrará um homem que você merece.

Não existe justiça no amor.


O amor não é censo, não é matemática, não é senso de medida, não é socialismo.
É o mais completo desequilíbrio. Ama-se logo quem a gente odiava, quem a gente provocava, quem a gente debochava. Exatamente o nosso avesso, o nosso contrário, a nossa negação.

     
O amor não é democrático, não é optar e gostar, não é promoção, não é prêmio de bom comportamento.

     
O melhor para você é o pior. Aquele que você escolhe infelizmente não tem química, não dura nem uma hora. O pior para você é o melhor. Aquele de quem você procura distância é que se aproxima e não larga sua boca.
     
Amor é engolir de volta os conselhos dados às amigas.
     
É viver em crise: ou por não merecer a companhia ou por não se merecer.
     
Amor é ironia. Largará tudo — profissão, cidade, família — e não será suficiente. Aceitará tudo — filhos problemáticos, horários quebrados, ex histérica — e não será suficiente.
     
Não se apaixonará pela pessoa ideal, mas por aquela que não conseguirá se separar. A convivência é apenas o fracasso da despedida. O beijo é apenas a incompetência do aceno.
     
Amar talvez seja surdez, um dos dois não foi embora, só isso; ele não ouviu o fora e ficou parado, besta, ouvindo seus olhos.
     
Amor é contravenção. Buscará um terrorista somente para você. Pedirá exclusividade, vida secreta, pacto de sangue, esconderijo no quarto. Apagará o mundo dele, terá inveja de suas velhas amizades, de suas novas amizades, cerceará o sujeito com perguntas, ameaçará o sujeito com gentilezas, reclamará por mais espaço quando ele já loteou o invisível.
     
Ninguém que ama percebe que exige demais; afirmará que ainda é pouco, afirmará que a cobrança é necessária. Deseja-se desculpa a qualquer momento, perdão a qualquer ruído.
     
Amar não tem igualdade, é populismo, é assistencialismo, é querer ser beneficiado acima de todos, é ser corrompido pela predileção, corroído pelo favoritismo. É não fazer outra coisa senão esperar algum mimo, algum abraço, algum sentido.
     
Amor não tem saída: reclama-se da rotina ou quando ele está diferente. É censura (Por que você falou aquilo?), é ditadura (Você não devia ter feito aquilo!). É discutir a noite inteira para corrigir uma palavra áspera, discutir metade da manhã até estacionar o silêncio.
     
Amor é uma injustiça, minha filha. Uma monstruosidade.
     
Você mentirá várias vezes que nunca amará ele de novo e sempre amará, absolutamente porque não tem nenhum controle sobre o amor.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Guerra Santa


Sempre foi assim 
Uma paixão que não tem fim 

[...]

Quem sai batendo a porta sempre quer voltar 
Quem briga sem motivo não quer separar 
Eu sei que é complicado a gente se entender 
Mas é o nosso jeito o que é que eu vou fazer? 
Quem tem paixão no corpo não tem pra ninguém 
Aquele amor gostoso é feito pro seu bem
No fundo as nossas brigas só excitam mais 
A nossa guerra é santa sempre acaba em paz.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

... tristeza de você


"Em outros tempos diria tomei raiva de você.
Mas nem foi raiva, vejo isso agora.
É só tristeza mesmo.
Tomei tristeza de você."



"Me poupe do trabalho de adivinhar seus pensamentos.
Diga que me quer apenas quando for verdade.
Eu não vou te pedir nada.
Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar."



"O cheiro do teu corpo persiste no meu durante dias.
Guardo, preservo, cheiro o cheiro do teu cheiro grudado no meu."



"Se não fosse amor...
... não haveria desejo, nem o medo da solidão.
Se não fosse amor não haveria saudade, 
nem o meu pensamento o tempo todo em você."



"Então, não perca seu tempo comigo. Eu não sou um corpo que você achou na noite. Eu não sou uma boca que precisa ser beijada por outra qualquer. Eu não preciso do seu dinheiro. Muito menos do seu carro. Mas, talvez, eu precise dos seus braços fortes. Das suas mãos quentes. Do seu colo pra eu me deitar. Do seu conselho quando meu lado menina não souber o que fazer do meu futuro. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar. Mas uma coisa, eu exijo. Quando estiver comigo, seja todo você. Corpo e alma. Às vezes, mais alma. Às vezes, mais corpo. Mas, por favor, não me apareça pela metade. Não me venha com falsas promessas. Eu não me iludo com presentes caros. Não, eu não estou à venda. Eu não quero saber onde você mora. Desde que você saiba o caminho da minha casa. Eu não quero saber quanto você ganha. Quero saber se ganha o dia quando está comigo."

Caio F.

domingo, 22 de maio de 2011

Frases de Meredith Grey


''No final das contas, há algumas coisas que não dá para evitar de comentar. Algumas coisas que a gente não quer ouvir e algumas coisas que a gente fala porque não dá para segurar mais. Algumas coisas são mais do que você diz, elas são o que você faz. Algumas coisas você fala porque não há outra opção. Algumas coisas você guarda pra você mesmo. E, não raro, às vezes algumas coisas falam por si só.''

"Na vida, apenas uma coisa é certa, além da morte e dos impostos. Não importa o quanto você tente, não importa se são boas suas intenções, você cometerá erros. Você irá machucar pessoas. E se machucar."

"Esquecer e perdoar. É isso que dizem por aí. É um bom conselho, mas não muito prático. Quando alguém nos machuca, queremos machucá-los de volta. Quando alguém erra conosco, queremos estar certos. Sem perdão, antigos placares nunca empatam, velhas feridas nunca fecham. E o máximo que podemos esperar é que um dia tenhamos a sorte de esquecer."

"Não importa o quanto algo nos machuca, às vezes se livrar dele dói mais ainda."


"Eu não tenho idéia porque a gente fica adiando as coisas, mas se eu tivesse que chutar, diria que tem muito a ver com o medo. Medo do fracasso. Medo da dor. Medo da rejeição. Seja lá do que a gente tenha medo, uma coisa é sempre verdade: com o tempo, a dor de não ter tomado uma atitude fica pior do que o medo de agir."

"Intimidade é uma palavra de cinco sílabas para aqui-está-o-meu-coração-por-favor-esmague-o-como-um-hamburguer-e-se-delicie."

"Talvez a gente goste da dor... Talvez sejamos feitos assim... Porque sem ela, sei lá... talvez não a gente não se sentisse real... Como é aquele ditado? "Por que eu continuo a me bater com um martelo?. É porque me sinto bem quando eu paro."

sábado, 21 de maio de 2011


"Não sei se sou mais perturbada ou perturbadora... Talvez seja uma coisa e outra. Nem uma coisa nem outra. Ou viva intercalando ser e não ser, conforme o dia."



"Gosto de palavras na cara. De frases que doem. De verdade ditas (benditas!). Sou prática em determinadas questões: ou você quer ou não.”




"Ah, quer saber o que eu penso? Você aguentaria conhecer minha verdade? Pois tome.
Prove. Sinta. Eu tenho preguiça de quem não comete erros. Tenho profundo sono de quem prefere o morno. Eu gosto do risco. Dos que arriscam. Tenho admiração nata por quem segue o coração. Eu acredito nas pessoas livres. Liberdade de ser. Coragem boa de se mostrar. Dar a cara a tapa! Ser louca, estranha, linda, chata! Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Tenho uma TPM horrível. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie. Me tire do sério. Me tire do tédio.Vire meu mundo do avesso!. Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir... Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar e ficar com cara de sapo. Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. Te pergunto: você agüentaria viver na montanha-russa que é meu coração? Me desculpe. Nada é pouco quando o mundo é meu."




"Tudo com o que eu me importo, ME IMPORTA MUITO. Me suga, me leva, me atrai, se funde com tudo o que sou e me consome. Toda. Por inteiro. Sorte minha me doar tanto - e com tal intensidade - e ainda sair viva dessa vida."

Viver Sozinha



Eu sempre disse que seria mais feliz sozinha
Teria meu trabalho, meus amigos.
Mas ter mais alguém na sua vida o tempo todo? 
São mais problemas que o necessário.
Mas ao que parece, estou nesta situação.
Não foi porque eu pensei que seria mais feliz sozinha.
Foi porque eu pensei que se eu amasse alguém,
E depois acabasse,
Talvez eu não conseguisse sobreviver.
É mais fácil ficar sozinho,
Porque, e se você descobrir que precisa de amor? 
E depois você não o tem.
E se você gostar? E depender dele? 
E se você modelar sua vida em torno dele? 
E então... Ele acaba 
Você consegue sobreviver a essa dor? 
Perder um amor é como perder um órgão,
É como morrer.
A única diferença é... A morte termina.
Isso... pode continuar para sempre.

Meredith Grey - Grey's Anatomy

Cuidar



Os olhos de quem cuida são diferentes.
Tem as cores da esperança.
Esperança que transforma o mundo,
E faz brotar as sementes do amor.

Os olhos de quem cuida são diferentes.
Tem o dom de acalmar o coração.
De tornar a vida plena.
De ser luz para o caminho do afeto.

Cuidar é escrever o amor de um modo inteiro.
Amor à vida.
Amor ao planeta.
Amor que eleva
E que devolve à humanidade a sua essência.
Amor que transforma,
E constrói um novo mundo
Para as gerações que virão.

Cuidar é sinônimo de amar.

Aluísio Cavalcanti Jr.




Aos enfermeiros, enfermeiros, de alma e coração! :)

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Tatuagem



Fui apagando o rasto da minha passagem. Substitui as marcas desta presença por um passado isento de vida, aquele que aqui habitava, inócuo, antes da minha chegada. Troquei os cortinados e esvaziei o roupeiro. Desfiz a cama, limpei as prateleiras, varri a varanda e esforcei-me para que as plantas não demonstrassem já o seu abandono à terra. Encaixotei o mundo inteiro. O meu. Memórias inúmeras de vivências mais ou menos gloriosas. Amores e desamores. Passado e presente no encalço de futuro incerto. Vestígios de uma história em constante ebulição.


Aprisionei romances de ficção e literatura técnica em embrulhos sólidos de plástico. Tranquei-os em caixas sem saber quando voltarão a respirar. Sempre achei que os livros não se queriam fechados. Sempre achei que deveriam ter ressequida nas páginas a maior diversidade possível de saliva e suor. Ar. Talvez para perpetuar a existência de um texto ele tenha, obrigatoriamente, de passar por mais do que um par de mãos. É mais verídica uma crença quantos mais forem os seus seguidores, parece-me.

Deixei de fora o Livro do Desassossego e o cd recém-lançado de Flajazzados. Apegos pessoais por motivos distintos. Afetividades difíceis de desenlaçar. Seguem debaixo do braço.

Embalei roupa e acessórios selecionados. Abandonei a vil esperança de um dia voltar a ser a menina que já fui e larguei os vestidos de há anos num saco. Reprimi a tentativa, obviamente infrutífera, de ser já mulher – daquelas que se identificam à vista desarmada - e desfiz-me de todo o calçado de salto alto que em raras ocasiões se ocupou do meu ego.

Esta é a minha última noite por estas paragens. Não consigo dormir. Esforço o lento correr das horas para que o tempo me permita absorver tudo o que fica para trás.

Cresci sem dar por isso desde aquele dia nublado e chuvoso em que aqui cheguei. Fui adolescente. Arrastei uma mão cheia de sonhos. Fui estudante universitária, jornalista, empregada de balcão. Fui companheira e dona de casa. Solitária e vagabunda. Enchi a porosidade da alma de alentos e libertinagens, tatuagens sentimentais, que hoje me custam deixar.

Ergue-se já um novo dia e avizinha-se apressada uma nova viragem. As metas não simbolizam, no entanto, pontos de chegada mas sempre novos pontos de partida. Esta é apenas mais uma. Que chega ao fim ou que agora recomeça. 

LiSa  

Amar é Punk



Eu já passei da idade de ter um tipo físico de homem ideal para eu me relacionar. Antes, só se fosse estranho (bem estranho). Tivesse um figurino perturbado. Gostasse de rock mais que tudo. Tivesse no mínimo um piercing (e uma tatuagem gigante). Soubesse tocar algum instrumento. E usasse All Star. 

Uma coisa meio Dave Grohl.

Hoje em dia eu continuo insistindo no quesito All Star e rock´n roll, mas confesso que muita coisa mudou. É, pessoal, não tem jeito. Relacionamento a gente constrói. Dia após dia. Dosando paciência, silêncios e longas conversas. Engraçado que quando a gente pára de acreditar em “amor da vida”, um amor pra vida da gente aparece. Sem o glamour da alma gêmea. Sem as promessas de ser pra sempre. Sem borboletas no estômago. Sem noites de insônia. É uma coisa simples do tipo: você conhece o cara. Começa, aos poucos, a admirá-lo. A achá-lo FODA. E, quando vê, você tá fazendo coraçãozinho com a mão igual uma pangaré. (E escrevendo textos no blog para que ele entenda uma coisa: dessa vez, meu caro, é DIFERENTE).

Adeus expectativas irreais, adeus sonhos de adolescente. Ele vai esquecer todo mês o aniversário de namoro, mas vai se lembrar sempre que você gosta do seu pão-de-sal bem branco (e com muito queijo). Ele não vai fazer declarações românticas e jantares à luz de vela, mas vai saber que você está de TPM no primeiro “Oi”, te perdoando docemente de qualquer frase dita com mais rispidez.

Ah, gente, sei lá. Descobri que gosto mesmo é do tal amor. DA PAIXÃO, NÃO. Depois de anos escrevendo sobre querer alguém que me tire o chão, que me roube o ar, venho humildemente me retificar. EU QUERO ALGUÉM QUE DIVIDA O CHÃO COMIGO. QUERO ALGUÉM QUE ME TRAGA FÔLEGO. Entenderam? Quero dormir abraçada sem susto. Quero acordar e ver que (aconteça o que acontecer), tudo vai estar em seu lugar. Sem ansiedades. Sem montanhas-russas.

Antes eu achava que, se não tivesse paixão, eu iria parar de escrever, minha inspiração iria acabar e meus futuros livros iriam pra seção B da auto-ajuda, com um monte de margaridinhas na capa. Mas, CARAMBA! Descobri que não é nada disso. Não existe nada mais contestador do que amar uma pessoa só. Amar é ser rebelde. É atravessar o escuro. É, no meu caso, mudar o conceito de tudo o que já pensei que pudesse ser amor. Não, antes era paixão. Antes era imaturidade. Antes era uma procura por mim mesma que não tinha acontecido.

Sei que já falei muito sobre amor, acho que é o grande tema da vida da gente. Mas amor não é só poesia e refrões. Amor é RECONSTRUÇÃO. É ritmo. Pausas. Desafinos. E desafios.

Demorei anos pra concordar com meu querido (e sempre citado) Cazuza: “eu quero um amor tranqüilo, com sabor de fruta mordida”.

Antes, ao ouvir essa música, eu sempre pensava (e não dizia): porra, que tédio!

Ah, Cazuza! Ele sempre soube. Paixão é para os fracos. Mas amar - ah, o amor! - AMAR É PUNK.


Fernanda Mello

sábado, 7 de maio de 2011

A Idade de Ser Feliz



Existe somente uma idade para a gente ser feliz, somente uma época na vida de cada pessoa em que é possível sonhar e fazer planos e ter energia bastante para realizá-los a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida e viver apaixonadamente e desfrutar tudo com toda intensidade sem medo nem culpa de sentir prazer. 
Fase dourada em que a gente pode criar e recriar a vida à nossa própria imagem e semelhança e vestir-se com todas as cores e experimentar todos os sabores e entregar-se a todos os amores sem preconceito nem pudor. 

Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo  NOVO, de NOVO e de NOVO, e quantas vezes for preciso. 
Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE e tem a duração do instante que passa.



Mário Quintana

Sou, quem sou?



"Sou o que quero ser, porque possuo apenas uma vida e nela só tenho uma chance de fazer o que quero. Tenho felicidade o bastante para fazê-la doce dificuldades para fazê-la forte. Tristeza para fazê-la humana e esperança suficiente para fazê-la feliz. As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas, elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos."






"Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se trata de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. Há um perigo: se reflito demais, deixo de agir. E muitas vezes prova-se depois que eu deveria ter agido. Estou num impasse. Quero melhorar e não sei como. Sob o impacto de um impulso, já fiz bem a algumas pessoas. E, às vezes, ter sido impulsiva me machuca muito. E mais: Nem sempre os meus impulsos são de boa origem. Vêm, por exemplo, da cólera. Essa cólera às vezes deveria ser desprezada; outras, como me disse uma amiga a meu respeito, são: cólera sagrada. Às vezes minha bondade é fraqueza, às vezes ela é benéfica a alguém ou a mim mesma. Às vezes restringir o impulso me anula e me deprime, às vezes restringi-lo dá-me uma sensação de força interna. Que farei então? Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei".

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A Caminhada para o Mar



"Gosto de ver os casulos de borboletas. Lagartas feias que adormeceram, esperando a mágica metamorfose. De fora olhamos e tudo parece imóvel e morto. Lá dentro, entretanto, longe e invisível, a vida amadurece vagarosamente. 

Chegará o momento em que ela será grande demais para o invólucro que a contém. E ela se romperá. Não lhe restará outra alternativa, e a borboleta voará livre, deixando sua antiga prisão… Voar livre liberdade. [...]"



Compilado de Gandhi - A Magia dos Gestos Poéticos, Rubem Alves